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Gengiva

Gengiva saudável não sangra, não incha e não some com o tempo. Quando algum desses sinais aparece, geralmente é o primeiro aviso de uma inflamação que ainda dá tempo de reverter, desde que seja tratada logo.

O que você percebeu?

Comece pelo sintoma. Cada um leva à explicação completa.

Sintomas da gengiva

Condições

Tratamento e cuidados

A gengiva é o tecido que menos recebe atenção na rotina de higiene, mesmo sendo o primeiro a avisar quando algo está errado. Sangramento ao escovar, inchaço numa região específica ou a sensação de que os dentes estão "mais compridos" que antes são sinais que a boca dá antes de qualquer dor aparecer.

Sangramento é o primeiro aviso

Gengiva sangrando durante a escovação é, na maioria das vezes, sinal de placa acumulada na linha da gengiva, não de escovação forte demais. Parar de escovar a região que sangra é o instinto mais comum, e também o que mais atrasa a melhora, porque deixa a placa se acumular ainda mais naquele ponto.

Gengivite: a fase que ainda dá para reverter

A gengivite é a inflamação inicial da gengiva, provocada pelo acúmulo de placa bacteriana. Nessa fase, o osso que sustenta o dente ainda não foi afetado, o que torna o quadro totalmente reversível com escovação correta, fio dental diário e, quando necessário, uma limpeza profissional.

Periodontite: quando a inflamação avança

Sem controle, a gengivite pode evoluir para periodontite, estágio em que a inflamação passa a destruir o osso ao redor da raiz do dente. É a principal causa de perda óssea e, com o tempo, de mobilidade e perda de dentes em adultos. O tratamento nessa fase é mais extenso, mas continua eficaz para estabilizar o quadro.

Inchaço e bolinhas: nem sempre a mesma causa

Gengiva inchada pode vir de inflamação generalizada, de um dente específico com problema, ou até de fatores hormonais em determinadas fases da vida. Já uma bolinha na gengiva costuma estar ligada a uma infecção pontual, muitas vezes vinda de um dente vizinho, e funciona como um sinal localizado que vale a pena investigar.

Retração: a gengiva que parece ter baixado

A retração gengival deixa mais raiz do dente exposta, o que aumenta a sensibilidade e muda a estética do sorriso. Escovação muito forte, doença periodontal e até o próprio formato do osso de cada pessoa influenciam o quanto a gengiva recua ao longo dos anos.

A prevenção é mais simples do que o tratamento

Escovação com o ângulo certo na linha da gengiva e uso diário do fio dental previnem a maioria dos casos de gengivite antes que ela avance. É um cuidado muito mais simples do que o tratamento de uma periodontite já instalada, que costuma exigir sessões de raspagem e acompanhamento mais próximo por meses.

Quando não esperar

Sangramento que aparece sem nenhum estímulo, pus saindo da gengiva, dente que ficou visivelmente mais mole ou inchaço que não cede em poucos dias são sinais que pedem avaliação rápida. Fora desses casos, a maioria dos problemas de gengiva responde bem a ajuste de higiene e acompanhamento regular, sem motivo para alarme.

Perguntas frequentes

Gengiva sangrando é sempre gengivite?

Na maior parte dos casos, sim. É o sinal mais comum de gengivite, a fase inicial e reversível da inflamação da gengiva. Sangramento que persiste depois de ajustar a escovação merece avaliação, porque também pode indicar um quadro mais avançado.

Gengivite sempre vira periodontite?

Não. Gengivite tratada a tempo, com escovação correta e limpeza profissional, costuma ser totalmente reversível. Periodontite acontece quando a inflamação avança sem controle e passa a destruir o osso ao redor da raiz, um dano que não volta sozinho.

Bolinha na gengiva é grave?

Depende da causa. Pode ser uma reação a uma infecção próxima, um trauma pontual ou, mais raramente, algo que precisa de investigação mais cuidadosa. Uma bolinha que não some em uma a duas semanas merece avaliação direta.

Gengiva que baixou volta ao normal?

Não sozinha. A retração gengival não se regenera espontaneamente, mas o tratamento certo impede que ela avance mais, e em alguns casos um procedimento específico consegue cobrir parte da raiz exposta.

Palavras que aparecem no consultório

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Bolsa periodontalEspaço que se forma entre o dente e a gengiva quando a fixação entre os dois se perde, medido em milímetros durante a sondagem no consultório.Cemento dentárioÉ a camada fina que cobre a raiz do dente, por fora da dentina, e serve de ponto de fixação para as fibras que prendem o dente no osso.GengiviteInflamação da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana, que costuma deixar a gengiva vermelha, inchada e sangrando ao escovar.Perda ósseaRedução do osso que sustenta a raiz do dente, visível no raio-X como um nível ósseo mais baixo do que o esperado.PeriodontiteInflamação que avança da gengiva para o osso e o ligamento que sustentam o dente, podendo causar bolsa gengival, perda óssea e mobilidade.Placa bacterianaCamada pegajosa e quase invisível de bactérias que se forma sobre o dente algumas horas depois da escovação e, se não sai, vira tártaro.Recessão gengivalQuando a gengiva desce e deixa parte da raiz do dente exposta, fazendo o dente parecer mais comprido do que era antes.TártaroÉ a placa bacteriana que endureceu sobre o dente e não sai mais só com escova, algo que o dentista costuma apontar na consulta de rotina.Biofilme dentalNome técnico da comunidade organizada de bactérias que forma a placa dental, termo que aparece em explicações mais detalhadas do dentista.Enxerto gengivalCirurgia que transplanta um pedaço de tecido de gengiva para cobrir uma raiz exposta por recessão gengival.FurcaRegião onde as raízes de um dente com mais de uma raiz se separam; quando o osso ali desaparece, fica mais difícil limpar e o dente enfraquece.Mobilidade dentáriaDente que se move mais do que deveria ao ser tocado, sinal que costuma indicar perda do osso ou do ligamento que o sustenta.

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